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22.3.10

Preparativos para o Casório 1/2


Calma, ainda não chegou a minha vez de me atar à bola de chumbo e atirar-me para o penhasco do matrimónio. Sinceramente também não penso no casamento como a frase que acabei de escrever. É mais o cliché da liberdade perdida e bla bla bla. No meu caso, se me casasse agora, tudo iria continuar na mesma (a não ser o saldo bancário) já que vivo em união de facto com a minha namorada. O caso dos meus cunhados é igual. Vão casar-se mas já vivem juntos há algum tempo, primeiro na casa dos pais dela, e depois na sua própria casinha.
Mas o que me levou a escrever este post foi, a quantidade de lixo em formato mp3 que me está a passar neste preciso momento pelas mãos. Emanuel, Clemente, colectâneas de música pimba, reggaeton, baladas peçonhentas, tudo o que nunca entraria no meu precioso Macbook, não fosse esta ocasião especial. Estou encarregue de organizar a música, e claro que não vou meter aquela gente toda a ouvir rock dos anos 70 ou Delta Blues, com imensa pena minha. Também estou encarregue das decorações em fruta, e de muitas outras coisas. Vai ser giro.

17.3.10

Brilhozinho nos Olhos

O sol espreita pela porta do jardim. Caminho completamente descoordenado com os olhos amarrotados. Abro a porta, mesmo sabendo estar frio, e inspiro o cheiro a terra molhada. Meto o Sérgio Godinho no máximo e bebo um copo de leite em dois segundos. Coço uma perna com a outra, lavo a cara e os dentes e sento-me aqui. Com esta sensação de felicidade gerada a luz solar...

22.11.09

Franz Ferdinand - Zaterdag 21/12/2009



Franz Ferdinand Karl Ludwig Josef von Habsburg-Lothringen - arquiduque do império austro-húngaro e presumível herdeiro ao trono. O seu assassinato desencadeou a primeira guerra mundial.
Franz Ferdinand - banda escocesa de rock alternativo proveniente de Glasgow.

Como é óbvio, ontem na Lotto arena, fomos ver a segunda definição de Franz Ferdinand. Os bilhetes foram-me oferecidos pela Joana em Agosto e têm estado religiosamente guardados dentro da Metamorfose de Kafka, lá para a página 50.
Como support band actuaram os The Cribs, que são uma espécie de Oasis com mais distorção. Resumindo: fraquinho. Até deu para irmos lá fora fumar uma cigarrada.
Quanto à actuação dos escoceses, foi mais ou menos o que eu esperava. O Kapranos é um animal, o Nick é o Manzarek do Brit-Rock e o Paul transpira litros de suor atrás daquela bateria. O Bob é o que passa mais despercebido, manteve sempre o semblante de pai da vitima, mas funciona, não sei bem porquê.
Pontos altos: Tell Her Toninght, Take Me Out (com toda a gente a cantar em coro não só o refrão como também o loop da guitarra), The Dark Of The Matinée (arrepiante) e claro, Jacqueline numa versão acústica no encore. De destacar também já no fim, os quatro a tocarem na mesma bateria levando o público ao delírio.
A única falha foi a ordem da playlist, porque tocaram demasiadas faixas do último álbum seguidas, mas isso é só porque não aprecio muito o rumo tomado neste último trabalho. O público em geral parecia gostar.

Convertendo em números:
Dou 8/10. Um excelente concerto até meio. Os dois pontos que faltam dizem respeito aos temas que não gosto.